Falhas no sistema informático do SNS estão resolvidas

Falhas no sistema informático do SNS estão resolvidas

Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) garantem que a situação já está resolvida e que a normalidade informática foi reposta.

RTP / Adicionar como fonte informativa
AFP

Em comunicado, a SPMS explica que a falha foi provocada por "uma interrupção de energia no data center do norte da SPMS que provocou falhas nos sistemas de apoio aos centros de saúde e hospitais do SNS".

"Por volta das 15h00, as equipas técnicas já haviam conseguido repor praticamente todos os serviços e sistemas, designadamente o Registo Nacional de Utentes e a Prescrição Eletrónica Médica (PEM)", acrescenta.

O sistema informático do SNS esteve em baixo desde cerca das 10h00 desta segunda-feira em várias unidades locais de saúde, impedindo os médicos de passar receitas e de aceder aos processos eletrónicos dos doentes, alertou esta segunda-feira a Fnam.

A RTP apurou que as falhas registaram-se a nível nacional.

Há casos de utentes que não conseguiram consultas ou não conseguiram que lhes fosse administradas vacinas.

"Mais uma vez, isto é da responsabilidade inteira do Ministério da Saúde", refere Joana Bordalo e Sá. "A ministra tem de vir dar explicações para que estas situações continuem a acontecer. (...) Ana Paula Martins não pode continuar escondida. Tem de explicar porque nada fez para que isto se evite", acrescentou, em declarações à RTP.

A indisponibilidade do Registo de Saúde Eletrónico impede os profissionais de saúde de consultar os dados clínicos dos doentes nos respetivos processos eletrónicos.

"Isto limita o nosso ato médico, é uma insegurança nas consultas que estamos a fazer, além de atrasar todo o nosso trabalho", disse.

"No fim, quem é prejudicado são sempre os mesmos, são os utentes, os milhares ou milhões de utentes que têm hoje uma consulta num centro de saúde ou num hospital por este país fora", lamentou.

Segundo a sindicalista, o problema repete-se com frequência e, apesar das notificações, "o Ministério da Saúde continua impávido e sereno, sem tomar qualquer atitude, quando é da sua responsabilidade que, de facto, milhões de utentes e doentes estejam a ser prejudicados", considerando esta situação "absolutamente inaceitável".

Joana Bordalo e Sá diz que as falhas de hoje equivalem a uma sobrecarga de trabalho nos próximos dias, com a tentativa de minorar os constrangimentos. 

Ao tentar aceder à PEM, os médicos deparam-se com a mensagem "não é possível aceder a esta página". Já no acesso ao RSE, surge a indicação "Não está ligado", segundo imagens disponibilizadas pela FNAM.

A SPMS explica que esta falha teve uma origem diferente da que ocorreu no passado dia 12 de junho. “Esta segunda-feira ocorreram duas interrupções sucessivas. A primeira foi resolvida de imediato, sem consequências relevantes, mas a segunda causou indisponibilidade nos sistemas de informação”, explica.

A SPMS acrescenta que conta ter até ao final deste ano “uma nova infraestrutura apoiada por fundos do PRR que assegurará a redundância em tempo real dos principais sistemas do SNS, um investimento que reforçará a segurança e desempenho das plataformas informáticas do Serviço Nacional de Saúde”.

“Mais se informa que o atual data center da SPMS tem tido diversas intervenções de melhoria, prevendo-se para breve a reformulação da sua arquitetura energética”, conclui.

c/ Lusa

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